Cantora gospel que morreu de câncer deixou de ganhar milhões por decisão da justiça

Diversas tentativas foram feitas para que as leis viessem a mudar porém todas elas sem sucesso


Publicado em: 29/08/18 às 15:04 por Micael Batista

LUTO

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A cantora gospel Aretha Franklin, que chegou no auge de sua carreira com a música “RESPECT” faleceu aos 76 anos de idade em 16 de Agosto deste ano, vítima de câncer.

Aretha era considerada à “rainha do soul”, e somente a canção “RESPECT”, interpretada por ela, foi tocada aproximadamente 7 milhões de vezes e não teve nenhum retorno financeiro para a artista.

Ao saber da sua morte os fãs cantavam e davam ênfase à música como base para o movimento dos direito das mulheres. No mundo musical “RESPECT” por ter um marco simbólico, foi fundamental para a luta de uma conquista nos direitos autorais que há muito tempo vinha impossibilitando à artistas de pagamentos de Royalties segundo ativistas da causa.

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Foram os direitos autorais da época que trouxeram um desconforto à industria da música, as rádios pagavam somente aos autores e às associações de direitos autorais de uma musica e não aos artistas que a interpretam. O autor da musica “Respect” foi Otis Redding, a letra da música fala da existência de um homem pelo reconhecimento de sua mulher.

Aretha deu nova vida a melodia da musica,  que tornou-se um dos maiores sucessos de todos os tempos. O autor da canção, Otis Redding, faleceu em um acidente de avião em 1967, ele desfrutou financeiramente da música, ao contrario de Aretha, que nunca recebeu nada.

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Diversas tentativas foram feitas para que as leis viessem a mudar, porém todas elas sem sucesso, apenas confirmando o contexto da sua música que falava do quanto as leis eram injustas.

O presidente da associação da indústria musical que representava algumas gravadoras afirmou que “RESPECT” foi um dos pontos centrais para a luta dos direitos autorais. Na década de 90 as leis passaram a permiti que artistas  a recebessem Royalties da internet e de rádios por satélites, mas impossibilitava de receber direitos autoriais, se a música fosse gravadas antes de 1972, por causa de uma lei federal que entrou em vigor.

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Em 2014, surgiu um projeto chamado Lei Respect, que está no congresso e é chamada de Lei de modernização da música, e obrigaria os serviços digitais de radio a pagarem Royalties por musicas gravadas antes 1972, mas o senado se opôs trazendo assim revolta para os músicos. A Lei da Modernização, seria a forma de beneficiar artistas a receberem por musicas antes de 1972, mas o projeto mas uma vez sofre oposição no senado.

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David Lowery da Banda Craker, defensor dos direitos dos artistas, ao saber do tributo anunciado a Aretha, não ficou satisfeito e afirmou que a forma mais justa seria pagando a ela. Siriux XM fez acordo em pagar 3 anos às gravadoras mais de US$ 200 milhões pelas musicas criadas antes de 1972. Seria também uma forma de acordo de licenciamento, e que beneficiara artistas como Aretha, mas discordou do projeto de lei que isentava rádios de pagamentos.

RESPECT, surgiu num momento difícil da cantora, em uma mudança de gravadora entre a Columbia Records e Atlante onde se tornou mais vista deixando-a em 4º lugar nas paradas de sucesso. A cantora disse em entrevista ao “The Washington Post” em 1987, enfatizou que poderia interpretar melhor a canção. David Ritz diz em sua biografia que “Respect” fez parte de seus shows ao vivo em 1966.

O produtor Jerry Wexler em conversa com Ted White marido e empresário de Aretha, procurava músicas para a cantora e só aceitaria “RESPECT”,  se á cantora melhorasse a versão original. A musica passou por mudanças nas letras, o autor Redding cantava; “me traia, querida, se quiser/pode me trair, querida, enquanto eu não estiver.

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Aretha em sua interpretação cantava: “Não vou te trair enquanto você estiver/Não vou te trair porque não quero. O foco da música foi RESPEITO, foi chocante quando trouxe essa mudança na letra, ela expressava o poder da liberdade e o sentimento ao seu público. A música foi uma arma nas relações públicas, mas a interprete não se envolvia nessas questões. Aretha afirma que se sentiu explorada.

A Universal Music Plublishing Group, não quis informar valores arrecadados com o sucesso. Já uma fonte a Agência de licenciamento BMI informou que RESPECT, havia sido tocada aproximadamente 7,4 vezes nas rádios do Estados Unidos. O economista Barry Massarsky, especialista em catálogos musicais acredita que nos últimos 5 anos a música rendeu US$ 500 mil (mais de 2 milhões).

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De acordo aos Serviços de Streaming como o Sportify, as músicas velhas e novas é coberta de acordos de licenciamento que beneficiam artistas como Aretha. Os serviços abriram portas, o interesse cresceu pela música deste a morte da artista e o mundo inteiro pode ouvir sua canção.

No entanto a organização nunca foi favorável de se criar um royalty para artista que interpretam a música, há informações no site da organização, que na criação de um novo royalty minimizaria o número de artistas. Quem pode ser beneficiados são os herdeiro de Redding e ter grande lucros, a filha de Redding, Karla Redding Andrews apoia a lei que favorecem musicas criadas antes de 1972.

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O administrador do patrimônio Jeff Jampo, declarou que o problema financeiro de Aretha Franklin e Otis Redding está relacionado aos erros da industria da música. Em sua declaração, Jampo atribuiu que artistas trabalham como escravos para industria da música e que deveriam ser remunerados justamente, e que isso precisa ser mudado.

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