Família de uma das crianças mortas pelo pastor George Alves toma decisão sobre justiça

George Alves era pastor de uma igreja em Linhares - Espirito Santo, e matou as crianças após sessões de estupro e agressões


Publicado em: 03/07/18 às 11:01 por Thalita G | Atualizado em 03/07/2018 às 11:01

Caso George Alves

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O caso do pastor que estuprou e ateou fogo no corpo do filho e do enteado, acaba de chegar em um novo capítulo. A família de Kauã Sales Butkovsky, de 6 anos, filho da então pastora Juliana Salles e que vivia com ela e o marido, George Alves, decidiu ir as ruas em um protesto pacifico, pedindo justiça pela morte das crianças.

Se reuniram cerca de 200 pessoas na orla de Camburi, em Vitória no Espirito Santo, na manhã do último domingo (01). A passeata começou por volta das 10 hrs da manhã, e além de amigos e familiares dos meninos mortos neste crime brutal, a imprensa compareceu no local para registrar a luta da família por justiça.

Quem também esteve presente na passeata, foi o Youtuber Paulo Souza. Seu canal, No Entanto, tem acompanhado de perto o caso desde a morte das crianças.

Paulo registrou imagens emocionantes da passeata, e conversou com alguns familiares.

Assista a batalha da família numa corrida incansável por justiça:

“Nardonis gospel”: Pastora Juliana Salles é presa acusada na morte dos filhos

A pastora Juliana Salles, teve o seu pedido de prisão cumprido na noite da última Terça-Feira (19), na cidade de Teófilo Otoni, no interior de Minas Gerais.

Juliana é casada com o pastor George Alves, principal acusado do estupro e morte dos irmãos Kauã Salles e Joaquim Alves, no dia 21 de Abril deste ano, na cidade de Linhares no Espirito Santo.

Quem expediu o mandado de prisão em desfavor de Juliana, foi o juiz André Bijos Dadalto, da 1ª Vara Criminal de Linhares .

A acusação contra a pastora, que acabou sendo acatada pelo juiz, foi feita pela promotora Rachel Tannembaum. Ela acusa a pastora de saber do risco que as crianças sofriam ao deixa-las sobre os cuidados de George Alves e viajar para um congresso evangélico.

Sendo assim, a promotoria concluiu que Juliana cometeu crime de omissão, e por tanto, deverá ser responsabilizada pela morte das crianças.

Juliana responderá por dois homicídios, dois estupros e por fraude processual.

+ Pastora Juliana Salles, mãe das crianças abusadas e mortas pelo pai fala pela primeira vez

Assista:

 15 pontos do inquérito sobre pastor que estuprou e ateou fogo no filho e enteado

Na madrugada do dia 21 de abril, uma tragédia comoveu o Brasil. Em linhares, região Norte do Espírito Santo, duas crianças morreram carbonizadas dentro do próprio quarto.

No momento do incêndio, apenas uma pessoa em casa com as crianças. George Alves, pastor da “Igreja Batista Vida e Paz”. A principio, tudo parecia um acidente, um incêndio acabara de ceifar a vida de Joaquim de 3 anos, e Kauã de 6. O mais novo era filho do pastor, e o mais velho, Kauã, era enteado.

A mãe das crianças Juliana Salles, não estava em casa, tinha viajado com o filho mais novo do casal para participar de um congresso em Minas Gerais. O corpo de bombeiros foi acionado, mas quando chegou no local as vítimas já estavam sem vida.

O caso comoveu o país, e foi notícia nos principais telejornais. Apenas dois dias depois da morte dos irmãos, George deu uma entrevista e contou a sua versão do que aconteceu.

Ele contou que tentou salvar a vida dos meninos, mas a polícia constatou que o pastor passava, não eram consistentes com a realidade.

Cerca de 30 dias após o crime, a polícia divulgou o inquérito policial, que concluiu que George agrediu, estuprou e ateou fogo nas duas crianças.

+ Cantor gospel é assassinado à tiros enquanto trabalhava

Confira 15 pontos listados no inquérito, para entender melhor como o crime ocorreu:

1 – Perto de uma escrivaninha que ficava no box de um banheiro da casa, a polícia confirmou ter encontrado sangue de uma das vítimas.

2 – A polícia não tem dúvidas de que, durante a madrugada, o pastor molestou as duas crianças. Isso aconteceu antes das agressões.

3 – Depois de agredir as crianças, elas acabaram ficando desacordadas, nesse momento, o pastor colocou os dois na cama e ateou fogo em ambos, ainda respirando.

4 – A pericia concluiu que  as crianças não morreram por inalar fumaça, e que elas não reagiram por que estavam desacordadas.

5 – A teoria de que algum problema elétrico teria causado o incêndio, foi rapidamente descartada, já que não foram encontrados nenhum vestígios de curto-circuito.

6 – Uma babá eletrônica foi encontrada no quarto, mas ela estava intacta, o que comprova a tese de que o incêndio não se originou por problema elétrico.

7 – O pastor escolheu passear na rua depois de atear fogo contra as crianças. Ele foi visto em vários lugares depois do crime.

8 – Antes do incêndio, testemunhas relataram ter ouvido gritos das crianças, durante os momentos da agressão.

9 – Vizinhos precisaram derrubar o portão quando chegaram ao local, na tentativa de salvar as crianças.

10 – A perícia constatou que as vítimas morreram no mesmo local em que o incêndio iniciou, confirmando a versão de que 11  estavam desacordadas quando as chamas começaram.

11 – A mãe das crianças não teve envolvimento direto no crime

12 – A polícia revelou não ter nenhuma previsão de que outras pessoas possam ser indiciadas, já que, o pastor estava sozinho

13 – em casa, e cometeu os crimes enquanto a mãe participava de um congresso evangélico.

14 – A justiça deverá receber o inquérito policial do caso, ainda na próxima semana.

15 Se condenado, o pastor poderá responder  por duplo homicídio triplamente qualificado e duplo estupro de vulnerável. A soma máxima das penas é de 126 anos.

A polícia confirmou ainda, que não existem registros de outros casos de pedofilia envolvendo o pastor.

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