Pastora Juliana Salles, mãe das crianças abusadas e mortas pelo pai fala pela primeira vez

Juliana disse que não tem certeza se o marido "Pastor George Alves" é culpado


Publicado em: 06/06/18 às 22:08 por Thalita G | Atualizado em 06/06/2018 às 22:14

Pastora Juliana Salles (Foto: Antonio Moreira)

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Juliana Salles, a pastora evangélica que perdeu os filhos Kauã e Joaquim no dia 21 de Abril em um incêndio criminoso, onde a polícia apontou o seu esposo, pastor George Alves, como principal acusado, quebrou o silêncio e decidiu falar a imprensa pela primeira vez desde que o crime aconteceu.

O inquérito policial apontou que antes de atear fogo nas crianças, George teria espancado e abusado sexualmente das duas crianças, e apesar de ter apontado evidências conclusivas contra o pastor, a perícia descartou que Juliana tenha se envolvido de qualquer forma neste crime.

Ela estava em um congresso religioso durante o fim de semana que o crime aconteceu, e foi avisada por um bombeiro do que havia acontecido.

Juliana Salles aceitou ser entrevistada pelo jornal A Tribuna, e se mostrou bastante duvidosa quanto a inocência do marido.

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Ela disse que conseguiu falar com ele apenas uma vez através de uma carta, que conseguiu enviar antes da polícia fazer a acusação oficial.

Perguntada se pretende visitá-lo na cadeia, ela disse que ainda não sabe.

Juliana disse ainda, estar disposta a ir a CPI dos Maus Tratos em Brasília, caso seja convocada. George foi interrogado pelo Senador Magno Malta, dias após a polícia apresentar o ínquerito

Você pode ouvir a entrevista da pastora Juliana Salles sobre o caso, no vídeo [Abaixo], publicado pelo canal No Entanto, que vem acompanhando esse caso de perto desde o início.

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1 – Perto de uma escrivaninha que ficava no box de um banheiro da casa, a polícia confirmou ter encontrado sangue de uma das vítimas.

2 – A polícia não tem dúvidas de que, durante a madrugada, o pastor molestou as duas crianças. Isso aconteceu antes das agressões.

3 – Depois de agredir as crianças, elas acabaram ficando desacordadas, nesse momento, o pastor colocou os dois na cama e ateou fogo em ambos, ainda respirando.

4 – A pericia concluiu que  as crianças não morreram por inalar fumaça, e que elas não reagiram por que estavam desacordadas.

5 – A teoria de que algum problema elétrico teria causado o incêndio, foi rapidamente descartada, já que não foram encontrados nenhum vestígios de curto-circuito.

6 – Uma babá eletrônica foi encontrada no quarto, mas ela estava intacta, o que comprova a tese de que o incêndio não se originou por problema elétrico.

7 – O pastor escolheu passear na rua depois de atear fogo contra as crianças. Ele foi visto em vários lugares depois do crime.

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8 – Antes do incêndio, testemunhas relataram ter ouvido gritos das crianças, durante os momentos da agressão.

9 – Vizinhos precisaram derrubar o portão quando chegaram ao local, na tentativa de salvar as crianças.

10 – A perícia constatou que as vítimas morreram no mesmo local em que o incêndio iniciou, confirmando a versão de que 11  estavam desacordadas quando as chamas começaram.

11 – A mãe das crianças não teve envolvimento no crime, a perícia constatou que ela não foi conivente.

12 – A polícia revelou não ter nenhuma previsão de que outras pessoas possam ser indiciadas, já que, o pastor estava sozinho

13 – em casa, e cometeu os crimes enquanto a mãe participava de um congresso evangélico.

14 – A justiça deverá receber o inquérito policial do caso, ainda na próxima semana.

15 Se condenado, o pastor poderá responder  por duplo homicídio triplamente qualificado e duplo estupro de vulnerável. A soma máxima das penas é de 126 anos.

A polícia confirmou ainda, que não existem registros de outros casos de pedofilia envolvendo o pastor.

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