noticias gospel

Deputado filho do Pastor presidente da Assembleia de Deus é acusado de desviar R$4,7 milhões

Publicado em: 06/11/13 as 2:46 por Micael Batista

Compartilhe:
Mais uma polêmica envolvendo políticos evangélicos cai como uma bomba, diante do cenário em que vive o Brasil.

Dessa vez o escândalo tem um motivo especial para ser ainda maior.

A Justiça de Alagoas determinou o afastamento da mesa diretora da Assembleia Legislativa.

O Ministério Público Estadual de Alagoas (MP-AL) propôs uma ação cautelar com pedido de afastamento dos integrantes da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE-AL) enquanto durar a investigação sobre a denúncia de desvio de R$ 4,7 milhões

A mesa diretora é formada por oito deputados, entre eles está o deputado Jota Cavalcante (PDT), filho do Pastor José Antônio dos Santos (Zé Neco), Presidente da Assembleia de Deus em Alagoas.

Denúncia
No dia 25 de junho deste ano, o deputado João Henrique Caldas (PTN) convocou uma coletiva de imprensa e apresentou documentos que indicam irregularidades na movimentação bancária da Assembleia Legislativa. Segundo ele, foram R$ 4,7 milhões sacados sem justificativa no ano de 2011.

O deputado explicou que havia requerido, em 2011, os dados das movimentações financeiras da ALE à Mesa Diretora e, posteriormente, para a Caixa Econômica Federal, mas não obteve retorno. No entanto, seus pedidos feitos à Caixa só foram atendidos em junho deste ano, após decisões favoráveis do juiz da 6ª Vara Federal, Marcelo Gonçalves, e do procurador do Ministério Público Federal (MPF), Marcelo Toledo Silva.

No último dia 15 de agosto, o procurador-geral Sérgio Jucá instaurou um inquérito civil para investigar o conteúdo da representação enviada ao MP pelo parlamentar, que denuncia irregularidades na movimentação bancária da ALE.

No dia 29 deste mês, uma reportagem no programa Fantástico, da Rede Globo, denunciou que servidores da ALE receberam o Bolsa-Família, benefício do governo federal para pessoas pobres com renda de até R$ 70 por mês. Um dia depois, uma funcionária pública que havia sido citada na reportagem foi exonerada.

Compartilhe: