BBom: contas são bloqueadas pela Justiça por suspeita de pirâmide


Publicado em: 11/07/13 às 17:14 por Micael Batista


Compartilhe:

A BBom teve as contas bloqueadas pela Justiça Federal por suspeita de ter constituído uma pirâmide financeira. A liminar – decisão temporária – foi expedida nesta quarta-feira (10). A empresa, que tem cerca de 300 mil associados, é a segunda a ter as transações financeiras suspensas por esse motivo nas últimas 3 semanas.

Ao todo, foram congelados R$ 300 milhões e a transferência de quase cem carros, dos quais duas Ferraris, um Rolls Royce e quatro Lamborghinis, segundo o procurador da República Helio Telho, um dos responsáveis pela ação.

Os pagamentos aos associados – como são conhecidos os revendedores da BBom – devem ser prejudicados pela medida, afirma Telho.

Leia também: TelexFree enganou até os escolhidos

A decisão atinge as contas da Embrasystem, que usa os nomes fantasias BBom e Unepxmil, e da BBrasil Organizações e Métodos LTDA, bem como os bens dos sócios proprietários de ambas.

Em entrevista, o diretor da BBom, Ednaldo Bispo, afirma não ter tido ainda acesso à decisão, mas nega irregularidades e diz que os pagamentos da empresa aos seus associados continuam normalmente.

“Eu penso que o nosso modelo [ de negócios ] não foi devidamente esclarecido. E eu até entendo a posição da Justiça. A gente não gosta, mas entende”, afirma Bispo. “Vai ser a grande oportunidade de mostrar como [ a empresa ] funciona.”
Empresa não tem aval para vender rastreador

A BBom informa ser o braço da Embrasystem que comercializa produtos e serviços oferecidos pela empresa por meio de marketing multinível – um modelo de varejo que premia os vendedores pelo desempenho de outros vendedores que atraem para a rede. O principal serviço, segundo Bispo, é o de rastreamento de veículos.

A juíza susbstituta da 4ª Vara Federal de Goiânia, Luciana Laurenti Gheller, porém, considerou que os pagamentos feitos a cada participante da rede “depende[ m ] exclusivamente do recrutamento feito por ele de novos associados”, de acordo com nota divulgada no site do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1). A BBom cobra dos revendedores taxas de adesão que variam de R$ 600 a R$ 3 mil.

“Na verdade é um esquema de pirâmide disfarçado de venda de serviço de rastreador por satélite”, diz Telho, da Procuradoria da República em Goiás. “Esse esquema da BBom, como era o da Telexfree , era disfarçado. Você ganha dinheiro não por comissão de venda de rastreador, mas por pessoa que você coloca [ na rede ].”

A juíza também apontou como evidência o fato de a Embrasystem não ter autorização da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para comercializar os rastreadores de automóveis. O diretor da empresa afirma que o aval não é necessário.

“A empresa que presta o serviço de monitoramento não precisa de homologação, mas o equipamento, sim. Nós temos todas as homologações [ do rastreador ] feitas diretamente no fabricante.”

Bispo afirma ainda que o faturamento da BBom é composto da venda de rastreadores e, no longo prazo, dos serviços de monitoramento.

Segundo o procurador da República, o aumento expressivo no faturamento da BBom nos últimos meses também chamou a atenção.

“A empresa faturava R$ 300 mil no ano passado e em março [ de 2013 ] foram R$ 100 milhões. Uma coisa absurda”, afirma.

Segundo o procurador, além da investigação que levou à liminar concedida nesta quarta-feira (10), um inquérito criminal será aberto para apurar a ocorrência de crime contra a economia popular, desenvolvimento clandestino de atividades de telecomunicações, crime contra o consumidor e a ordem econômica, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Em todo o Brasil, 13 são investigadas

A BBom já tinha se tornado alvo de investigação do Ministério Público do Rio Grande do Norte (MP-RN), que anunciou no último dia 2 a abertura de inquéritos contra seis empresas por suspeita de pirâmide financeira.

Em todo o Brasil, 13 empresas são investigadas atualmente por suspeita de pirâmide, segundo Murilo Moraes e Miranda, presidente da Associaçao do Ministério Público do Consumidor (MPCon) e integrante do Ministério Público de Goiás (MP-GO). Foi criada uma força-tarefa que reúne promotores e procuradores federais.

    Compartilhe:



    Mais artigos

    Felipe Heiderich, ex de Bianca Toledo toma decisão dois anos após acusações e muda rotina

    Felipe Heiderich decidiu focar em outros projetos e abandonou as redes sociais temporariamente


    Após 5 meses, 38% dos evangélicos não acreditam em Samuel Mariano no escândalo das fotos vazadas

    O caso aconteceu em fevereiro deste ano e chocou o mundo gospel


    Após fim da dupla, Ravel apaga as fotos com a irmã Rayssa e mundo gospel questiona possível crise

    Os irmãos cantaram juntos durante 24 anos, mas em Julho desse ano, decidiram seguir carreira solo


    Kleber Lucas vai de Batman à festa e sua esposa choca com fantasia polêmica

    A festa aconteceu em comemoração ao aniversário de uma amiga do casal


    Bruna Marquezine “vai aos prantos” durante apresentação de cantor gospel em culto evangélico

    Bruna Marquezine caiu no choro ao ouvir o cantor gospel Fernandinho cantar a frase "Deus é bom pra mim"


    Pastora Ludmila Ferber mostra cabeça após queda de cabelo e faz confissão emocionada

    Pela primeira vez após revelar estar com a doença, a pastora mostra o efeito da quimio em seu cabelo


    Saiba quais são os cantores gospel famosos que estão enfrentando doenças graves

    Os casos acabaram acontecendo quase ao mesmo tempo e deixando muita gente preocupada


    Ouça a musica gospel que pode virar um “hino” na luta contra a depressão

    Leandro Prado é CEO da Observ Design


    Malafaia inaugura restaurante da filha e detalhe causa polêmica

    No restaurante da filha do pastor, foi instalada uma adega e isso despertou a ira dos críticos


    Pregador famoso é flagrado usando transporte público e mostra que é gente como a gente

    Mesmo com carro na garagem, muitas vezes ele usa ônibus ou metrô para atender alguns compromissos