Marco Feliciano se volta contra o direito da mulher


Publicado em: 25/03/13 às 11:40 por Micael Batista | Atualizado em 29/08/2017 às 23:43


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O presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias – CDHM da Câmara dos Deputados, pastorMarco Feliciano (PSC-SP), Foi acusado de se voltar contra os direitos da mulher.

“Quando você estimula uma mulher a ter os mesmos direitos do homem, ela querendo trabalhar, a sua parcela como mãe começa a ficar anulada, e, para que ela não seja mãe, só há uma maneira que se conhece: ou ela não se casa, ou mantém um casamento, um relacionamento com uma pessoa do mesmo sexo, e que vão gozar dos prazeres de uma união e não vão ter filhos. Eu vejo de uma maneira sutil atingir a família; quando você estimula as pessoas a liberarem os seus instintos e conviverem com pessoas do mesmo sexo, você destrói a família, cria-se uma sociedade onde só tem homossexuais, você vê que essa sociedade tende a desaparecer porque ela não gera filhos”.

Se a minha interpretação está correta, o deputado entende que a liberdade da mulher anula seu instinto materno, e para não ter filhos ela só tem duas opções: ou não se casa com um homem ou vai pra cama com outra mulher.
A nova pérola de Marco Feliciano foi disparada numa entrevista para o livro Religiões e política; uma análise da atuação dos parlamentares evangélicos sobre direitos das mulheres e LGBTs no Brasil, onde ele critica as lutas e reivindicações de movimentos feministas, que segundo seu pensamento, podem conduzir a uma sociedade predominantemente homossexual.

Paulo Victor Lopes Leite, pesquisador do Instituto de Estudos da Religião – ISER e um dos autores do estudo, diz que a posição de Feliciano não é única, já que reflete o pensamento da maioria dos integrantes da Frente Parlamentar Evangélica.
– Constatamos que os parlamentares evangélicos trabalham com a ideia de pânico moral, que se manifesta sempre que qualquer atitude ou comportamento se mostra diferente do conceito de família patriarcal, com pai, mãe e filhos. É a ideia de pânico moral que faz com que rejeitem qualquer transformação natural da sociedade, como o casamento igualitário e a necessidade de se discutir a legalização do aborto – avalia Lopes Leite.

Já Hildete Pereira de Melo, professora da Universidade Federal Fluminense – UFF e pesquisadora de relações de gênero e mercado de trabalho, foi mais objetiva. Para ela, as convicções de Feliciano são atrasadas e não acompanham as necessidades da sociedade.

– Ele é misógino e homofóbico. Desde a invenção da pílula anticoncepcional, os casais heterossexuais podem manter vida sexual ativa sem que a gravidez ocorra. Atribuir aos homossexuais a responsabilidade pela destruição da família é um delírio. A destruição tem como culpado o homem, que sai de casa e abandona os filhos quando o relacionamento termina. É preciso entender que os filhos são responsabilidade do casal, e não apenas da mulher – afirma a professora.

G1

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