Bate boca marca 1º dia do julgamento do goleiro Bruno


Publicado em: 04/03/13 às 14:41 por Micael Batista | Atualizado em 29/08/2017 às 23:43


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Bruno Fernandes, de 28 anos, é acusado de ser o mentor do sequestro e morte de Eliza Samudio, e responde por sequestro e cárcere privado (pena de 1 a 3 anos), homicídio qualificado (12 a 30 anos) e ocultação de cadáver (1 a 3 anos). A ex-mulher dele Dayanne Rodrigues, de 25 anos, responde pelo sequestro e cárcere privado de menino Bruninho, filho de Eliza com o goleiro (1 a 3 anos).

9h35: Ércio Quaresma de volta

Articulador da série de manobras que resultaram em atrasos e no desmembramento dos processos dos réus do Caso Bruno, o advogado Ércio Quaresma já está no Fórum de Contagem. Como mostrou reportagem do site de VEJA, Quaresma tentará interrogar os dois réus e todas as testemunhas. Atualmente, ele defende apenas o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola. A juíza havia determinado que os advogados de outros réus do caso poderiam dirigir perguntas apenas aos réus, não às testemunhas. Quaresma tentou e tentará derrubar a decisão.

9h30: Os movimentos da defesa do goleiro Bruno

Desde a condenação de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, em novembro do ano passado, os advogados de defesa dos réus do Caso Bruno perderam o principal ponto de apoio de suas linhas de defesa. Apesar das várias trocas de advogado, os representantes do jogador adotavam a linha de negação do crime, valendo-se do fato de o corpo da jovem Eliza Samudio nunca ter sido encontrado. Depois da condenação de Macarrão – que fez uma confissão parcial – foi expedido um atestado de óbito, que passou a ser uma prova documental de que houve a morte.

Nas primeiras horas do julgamento do goleiro Bruno e de sua ex-mulher, Dayanne Souza, na manhã desta segunda-feira, a defesa deve tentar uma manobra arriscada: um pedido de anulação do atestado de óbito de Eliza. Dessa forma, passariam a poder voltar a afirmar que não houve crime. As chances de a Justiça acatar o pedido, no entanto, são mínimas. Macarrão afirmou que Eliza foi assassinada, a jovem nunca mais foi vista e foram encontrados no sítio do goleiro, em Vespasiano, restos de roupas e fotografias queimados. O pedido poderá servir para a defesa ganhar tempo, algo que os advogados têm feito desde o primeiro júri – desmembrado após uma série de manobras.

10h10: Bate-boca pelas imagens de Eliza Samudio

Assim como ocorreu no julgamento de novembro – de Macarrão e Fernanda -, a defesa já tumultua o plenário do Fórum de Contagem neste primeiro dia. O promotor Henry Castro pede que as fotos pornográficas de Eliza Samudio sejam retiradas do processo. Lúcio Adolfo, advogado de Bruno, critica a solicitação e bate boca com José Arteiro, assistente de acusação. A juíza Marixa Fabiane pede ordem. A defesa tenta promover um “julgamento moral” de Eliza, explorando o passado promíscuo – ela foi atriz pornô – e o fato de ter sido amante do goleiro. Já a acusação apela para os direitos violados da vítima que lutava pelo reconhecimento dos direitos do filho, Bruninho.

10h20: Nova confusão de Ércio Quaresma

O advogado do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, interrompe a sessão. Por meio de uma liminar, Ércio Quaresma tem o direito de ouvir as testemunhas neste júri, mesmo que seu cliente não esteja no banco dos réus – o julgamento dele, que também seria realizado nesta semana, foi adiado para 22 de abril. Agora, ele pede acesso a todo o material audiovisual presente no processo. A juíza, que não havia lhe dado o direito de falar, diz que a solicitação deve ser feita somente no júri de Bola, que é acusado de ser o assassino de Eliza Samudio. Ele se exalta e a magistrada pede que ele se sente. “Se o senhor não se portar, vou pedir para que o senhor se retire. O senhor não está me permitindo fazer o meu trabalho.”

10h30: Um tablado para a defesa

Em mais uma tentativa de desestabilizar a juíza Marixa Fabiane, o advogado de Bruno, Lúcio Adolfo, pede que o promotor Henry Castro troque de lugar com ele, para permitir um “equilíbrio” entre as partes. Ele afirma que a proximidade com a juíza não é igualitária. O promotor, como membro do Ministério Público, fica sempre em uma mesa do lado direito da magistrada, mas no Fórum de Contagem, a mesa reservada para a promotoria fica em local mais alto do que as reservadas para a defesa. Marixa nega o pedido, e mostra mais irritação: “Se pudesse, mandaria fazer um tablado para a defesa”

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