Colunista da Folha, afirma que Malafaia deveria falar como Pastor e não como psicologo


Publicado em: 23/02/13 às 13:23 por Micael Batista


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O Colunista da Folha de São Paulo Hélio Schwaurtsman, Escreveu em sua coluna um texto com o titulo; O Pastor e os Gays.
Neste texto ele trata da tentativa de cassar o registro do Pastor Silas Malafaia.
Leia na integra:
 Psicólogos podem tentar curar gays? A guerra de abaixo-assinados contra e a favor da cassação do registro profissional de psicólogo do pastor Silas Malafaia devido a suas declarações sobre o homossexualismo coloca essa candente questão na ordem do dia.
Em minha opinião, enquanto cidadãos, reverendos e despiciendos podem dizer o que pensam, pouco importando se o conteúdo das declarações é politicamente correto ou verdadeiro. Defender a liberdade de expressão é defender a possibilidade de os outros afirmarem exatamente aquilo que não queremos ouvir.
A coisa muda um pouco de figura quando o indivíduo fala na condição de psicólogo ou membro de outra categoria profissional que se apoie, ainda que imperfeitamente, numa ciência. Do mesmo modo que um médico não pode sair por aí dizendo que cura doenças incuráveis, um psicólogo não pode proclamar que possui terapias efetivas contra o que seu ramo de saber nem sequer considera moléstia. Não se pode bater de frente e em público contra os consensos da disciplina. Diversas disposições do Conselho Federal de Psicologia proíbem seus profissionais de “patologizar” o homossexualismo.
Se o pastor crê que a psicologia está errada, pode tentar demonstrá-lo através de trabalhos científicos, apoiados em argumentação técnica, nos fóruns adequados. Ao menos em teoria, se ele convencer os seus pares, mudará o consenso da área e, se não for, precisa resignar-se e abandonar o assunto ou a profissão.
O que complica o caso de Malafaia é que ele é a um só tempo clérigo e psicólogo e costuma restringir suas declarações polêmicas às ocasiões em que se manifesta como sacerdote. Se isso basta para limpar sua barra, é o que o conselho de psicologia do Rio, onde corre um processo ético, terá de decidir. Se fosse eu a julgar, no mínimo exigiria que ele avisasse que não fala como psicólogo quando se refere ao homossexualismo.
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