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Pastor relata brigas entre Marcos e Elize Matsunaga

Publicado em: 07/01/13 as 12:53 por Micael Batista

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O reverendo René Henrique Götz Licht, da Igreja Anglicana, que realizou o casamento de Marcos e Elize Matsunaga , contou à Justiça detalhes da crise que o casal vivia antes de o empresário, sócio da Yoki, ser morto. O crime aconteceu em maio de 2012. Elize confessou ter atirado em Marcos e esquartejado o corpo.
No vídeo a que a reportagem do Fantático teve acesso, o religioso, conselheiro dos dois, relatou um encontro que teve com Marcos.
“Ele recebe várias mensagens dela no celular. E num determinado momento ela liga para ele no celular. E aí eles conversam e ele diz que está na capela falando comigo. Aí ela quer falar comigo. Eu pego o celular, só que ela gritava, muito. Tanto que eu precisei afastar o aparelho do ouvido. Mas ela não gritava comigo, ela gritava para mim. E ela me disse duas informações que eu lembro bem:  que ela tinha descoberto tudo, ele tinha outra mulher e que ela voltaria naquele domingo e no dia seguinte, segunda-feira, ela se separaria dele.”
Para o religioso, Elize apresentava problemas de saúde e poderia oferecer riscos às pessoas próximas. “Ela estava em um processo de alguma alteração psíquica bastante severa e nesse momento eu temi pela vida da criança, dela e da babá”, afirmou o reverendo.
O reverendo contou que aconselhou Marcos a esconder as armas que tinha no  apartamento e a procurar um médico para a mulher.

“Eu sabia que eles colecionavam armas, facas. Aí eu disse para ele então o seguinte: então a primeira coisa que você vai fazer agora quando chegar na sua casa, você vai trancar esse cofre onde ficam as armas. Depois o segundo conselho que eu dei para ele, foi que ele conversasse com os pais, porque eu depreendi que os pais não sabiam de coisa alguma do que estava ocorrendo com eles. E a  terceira sugestão que eu dei para ele foi com relação ao estado psíquico dela. Se ele teria talvez a possibilidade de entrar em contato com um psquiatra ambulatorial que pudesse medicá-la, tranquilizá-la e eventualmente até depois se ver uma possibilidade de internação para ela.”
Elize alega que matou o marido após uma discussão sobre a descoberta da infidelidade dele e diz que Marcos a teria agredido com um tapa na cara. A defesa e a acusação tem visões diferentes do significado das declarações do reverendo.
“Muda a história de que o Marcos seria um santo e que a trataria como uma princesa e principalmente aos olhos dos outros, porque ele demonstrava uma relação perfeita para os outros. Então as pessoas não sabiam o que acontecia internamente na vida do casal, a não ser as empregadas que já prestaram esclarecimento contaram a respeito. Mas muda a imagem do Marcos frente a tudo que tem sido montado no processo”, disse a advogada de Elize, Flávia Guimarães Leardini.
“Nós conseguimos mostrar que toda essa versão da Elize de que foi agredida, ofendida, da eventual legítima defesa ou violenta emoção, não existiu. É clara a manifestaçao da defesa. Então o reverendo é uma pessoa que vivenciou os problemas da família, participou dos momentos bons e ruins, e vários pontos dele foram determinantes para mostrar a personalidade dela e a conduta dela e claramente, a vingança”, disse o promotor José Carlos Cosenzo.
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