Pastor Renato Vargens afirma que “o UFC não é coisa do capeta” e defende liberdade de escolha sobre assistir lutas. Leia na íntegra


Publicado em: 09/07/12 às 19:06 por Micael Batista | Atualizado em 29/08/2017 às 23:43


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Pastor Renato Vargens afirma que “o UFC não é coisa do capeta” e defende liberdade de escolha sobre assistir lutas. Leia na íntegra

O MMA é um esporte que mescla diversas artes marciais e os atletas que participam de competições dessa modalidade, precisam conhecer várias técnicas de luta dessas modalidades. O esporte, se popularizou por todo o mundo e não foi diferente no Brasil.

No Brasil, o UFC (Ultimate Fighting Championship) é a competição responsável pela popularização do MMA, e a rápida expansão em audiência e praticantes da modalidade, despertou uma polêmica entre líderes evangélicos, alguns favoráveis à prática, outros contrários.
O pastor Renato Vargens publicou artigo defendendo a liberdade de escolha dos fiéis para assistirem ou não as lutas do esporte: “O ‘Ultimate Fight Championship’ não é coisa do capeta”, afirmou.
Vargens escreveu em seu artigo que “infelizmente […] boa parte dos pastores não conseguem lidar muito bem com o equilíbrio e liberdade que Cristo nos outorgou”, e por isso, impõem restrições a seus membros: “Diferentemente dos que se consideram donos do rebanho, acredito que proibir não é o melhor caminho no processo de edificação e consolidação na vida espiritual do povo de Deus”, pontuou o pastor.
O texto afirma ainda que certas decisões são pessoais, e as imposições de pastores não são corretas: “Acredito piamente que o pastor não pode impor sanções, ou ‘castigos’ disciplinares àqueles que por um motivo ou outro resolveram contrariar sua vontade assistindo um combate de UFC. Além disso, afirmo que assistir ou não o UFC encontra-se na esfera da pessoalidade e não doutrinária, o que permite com que o individuo decida segundo a sua consciência se deve ou não assistir as lutas em questão”.
Confira abaixo a íntegra do artigo “O pastor me proibiu de assistir UFC”, do pastor Renato Vargens:
Outro dia eu escrevi um texto que despertou a ira de muita gente. Em virtude disso, alguns dos que me leram ficaram alvoroçadíssimos, isto porque, eu ousei falar sobre UFC, que na perspectiva destes é um esporte absolutamente maligno. ( leia a matéria aqui)
Pois é, confesso que o mais me assustou foram alguns dos comentários postados no BLOG e no FACEBOOK. Lamentavelmente teve gente cuspindo maribondo, me xingando de todos os nomes possíveis, simplesmente pelo fato de eu ter afirmado que o “Ultimate Fight Championship” não é coisa do capeta.
Há pouco soube de um pastor que proibiu os membros de sua igreja de assistirem as lutas, visto acreditarem que esse esporte não agrada a Deus. Nesta perspectiva não serão poucos aqueles que não poderão assistir o combate entre Anderson Silva e Chael Sonnen.
Caro leitor, infelizmente sou obrigado a concordar que boa parte dos pastores não conseguem lidar muito bem com o equilíbrio e liberdade que Cristo nos outorgou. Diferentemente dos que se consideram donos do rebanho, acredito que proibir não é o melhor caminho no processo de edificação e consolidação na vida espiritual do povo de Deus.  Junta-se a isso o fato de que acredito piamente que o pastor NÃO pode IMPOR sanções, ou “castigos” disciplinares àqueles que por um motivo ou outro resolveram contrariar sua vontade assistindo um combate de UFC. Além disso, afirmo que assistir ou não o UFC encontra-se na esfera da pessoalidade e não doutrinária, o que permite com que o individuo decida segundo a sua consciência se deve ou não assistir as lutas em questão.
Eu particularmente assisti uma luta somente deste esporte, na verdade, eu prefiro muito mais uma partida de futebol a UFC. No entanto, isto não me dá o direito de satanizar os combates ou mesmo de proibir os membros de minha igreja de assisti-los.
Isto, posto, concluo dizendo: Não quer ver, não veja, contudo não condene quem vê, nem tampouco espiritualize o que não deve ser espiritualizado.
Pense nisso!
Renato Vargens
Fonte: Gospel+
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