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Datafolha diz que Marcha para Jesus reuniu 335 mil em SP

Publicado em: 16/07/12 as 12:25 por Micael Batista

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Medição do Datafolha revela público menor que o estimado pela organização da Igreja Renascer em Cristo -que apontava mais de 5 milhões pessoas.

A 20ª edição da Marcha para Jesus, um dos principais eventos de rua na cidade de São Paulo, reuniu anteontem 335 mil pessoas ao longo do dia, segundo o Datafolha.

Desse total, 28 mil participaram de todas as atividades da marcha -começando com a caminhada que partiu às 10h perto da estação da Luz (centro) e foi até a praça Heróis da FEB (zona norte), onde houve shows de música gospel num palco até as 22h.

Foi a primeira vez na história que essa manifestação teve uma medição de público com caráter científico.

O cálculo mostra que a quantidade de participantes ficou muito aquém do anunciado pelo líder da marcha, Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo.

Ele afirmou que o público havia sido acima da edição de 2011, quando os organizadores estimaram 5 milhões de presentes. A PM falava em mais de 1 milhão de pessoas.

O cálculo do instituto foi feito por 71 pesquisadores ao longo dos 2,85 km de percurso. O pico da marcha foi às 13h -quando ela chegou a concentrar 217 mil pessoas.

Por meio de sua assessoria, Hernandes disse ontem que “respeita o trabalho do Datafolha”, mas que “acredita que havia mais” gente na marcha do que o calculado.

PARADA GAY
O Datafolha já havia revelado em junho que o público de outro evento paulistano era bem menor do que o estimado: a Parada Gay deste ano, que anunciava 4 milhões de presentes, reuniu 270 mil.

Marcelo Crivella, ministro da Pesca e bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, dizia anteontem, durante a festa evangélica, estar curioso para saber se a marcha superaria a Parada Gay na medição científica.

O levantamento do Datafolha mostra ainda que 95% do público presente anteontem era formado por evangélicos.

São também pessoas que frequentam bastante a igreja: 97% costumam ir a cultos, dos quais 76% o fazem mais de uma vez por semana.

Fonte: Folha de São Paulo


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