Cristãos apoiam o candidato islamita Mohamed Mursi nas eleições presidenciais do Egito


Publicado em: 18/06/12 às 12:44 por Micael Batista | Atualizado em 29/08/2017 às 23:43


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Cristãos apoiam o candidato islamita Mohamed Mursi nas eleições presidenciais do Egito

Está acontecendo nesse fim de semana no Egito o segundo turno da eleição presidencial, na qual o primeiro presidente pós-Mubarak será escolhido nas urnas. Em todo o país é tida como certa a preferência dos cristãos pelo candidato secular Ahmed Shafiq, rival do islamista Mohamed Mursi, da Irmandade Muçulmana. Porém, alguns cristãos seguem a ordem oposta dessa lógica declararam seu apoio ao candidato islâmico.

Shafiq, é ex-ministro de Hosni Mubarak e é tido como uma escolha natural dos mais de 8 milhões de cristãos no Egito que temem que, se escolhido, Mursi transformaria o país em um Estado islâmico e ameaçaria as minorias.
De acordo com o Terra, muitos cristãos afirmam não se encaixar em um perfil amedrontado pelo islamismo e se declararam a favor de Mursi. “Sou cristão, mas não acho que me encaixo no perfil de grupo religioso amedrontado com islamistas. Votar em Shafiq apenas por ser secular e para barrar os islamistas é trair a revolução”, declarou por telefone o cristão copta Kamal Zuheir, ativista e advogado.
Zuheir afirmou ainda que os cristãos coptas estão sendo erroneamente associados à figura de Shafiq e a elite pró-Mubarak. “Associar os cristãos como elite é um grande erro. Muitos coptas sofrem dos mesmos problemas sociais e econômicos que os muçulmanos. Durante os anos de Mubarak, os cristãos sofreram abusos de direitos humanos e intimidações das forças de segurança”, salientou.
Segundo o ativista, algumas das piores atrocidades cometidas contra a comunidade cristã aconteceram durante o regime de Mubarak. E que Shafiq recebeu o apoio apenas da velha geração, cenário que não foi o mesmo com os jovens.
“Em geral, jovens cristãos ativistas votaram em massa para o candidato nasserista de esquerda Hamdeen Sabbahi porque era a lógica da revolução. Isso não quer dizer que um candidato como Mursi (Irmandade) não seria uma opção. E Shafiq não é uma opção obrigatória só porque somos cristãos”.
Fonte: Gospel+
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